Neste momento eu sou
destino inexorável,
matéria pensante
ou um ser inebriado?
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-
Sou matéria infame
esculpida involuntariamente.
Não pedi para ser
e aqui estou eu.
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A morrer!
A morrer!
vivo experimentando
ambígua consciência
de minha nulidade:
pranto de lágrimas,
vale de risos.
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-
Vivo a encontrar caminhos
capazes de me exigir uma finalidade.
Encontro-os a cada instante
sob o manto de símbolos ambivalentes.
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-
Viver é se deixar levar,
apego de se arrastar
feito serpente presa de seu alimento,
do seu significado.
Melhor teria sido se,
sempre diz o ressentimento a
lamentar a existência
e corromper a imaginação.
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Aqui estou e que fazer
senão me transformar
conceber-me...
auréola de um buraco negro no céu.
Para que eu me negue a tudo e eu mesmo
a fim de transformar e bem viver.

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